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Sobrou um Camelo |
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Pr.
Pedro Liasch Filho Li de um antigo
boletim de escola dominical um caso oriental interessante e curioso. Tornando-se doente
um chefe de família, e sentindo-se próximo da morte, fez o seu testamento
de maneira que os seus filhos ficassem contentes. Passados alguns
dias o homem morreu. Os filhos ficaram tristes muito naturalmente, porém se
consolaram com o fato de que o velho tinha vivido uma vida longa, útil e
honesta. Logo, sem remorsos, poderiam gozar a fortuna que lhes legara o
bondoso pai. Abrindo-se o
testamento, notaram que o filho mais velho receberia a metade da fortuna; o
segundo filho, o do meio, um terço; e o mais novo, um nono. Ficaram
satisfeitos, pois acharam a partilha justa. Só não sabiam que a herança
consistia de 17 camelos. Ora, como dividir os bens, sabendo-se que a metade
de 17 é 8 ½? Não poderiam matar um camelo e parti-lo ao meio. Isso nada
lhes aproveitaria. Ainda assim,
lembraram-se os rapazes de que tinham um tio, que embora pobre, era muito
sábio. Resolveram consultá-lo. Chegando à casa do parente, depois de uma
longa jornada, contaram-lhe o problema. Tendo ouvido
atentamente o caso, o tio, pensativo, depois de alguns minutos, disse aos
sobrinhos que já encontrara uma solução para o problema. Ele possuía um
camelo e doaria esse animal aos rapazes, assim, com dezoito camelos poderiam
efetuar a partilha sem nenhum problema. Assim, voltando
para casa, os três herdeiros, com o camelo do tio, foi fácil fazer a
divisão: metade de dezoito, nove, a herança do filho mais velho; um terço
de dezoito, seis, a parte do filho do meio; e um nono de dezoito, dois,
quanto coube ao filho menor. Então veio a
surpresa: 9 + 6 + 2 = 17. Sobrou um camelo. Depois de cada um dos herdeiros
receber todo satisfeito a sua parte, lá estava inteirinho o animal que
tinha resolvido a questão. Assim, voltando à casa do tio, demonstrando
afetuosa gratidão, os rapazes com muita alegria devolveram-lhe o camelo. Quantos problemas
mais difíceis que esse poderiam ser resolvidos se estivermos dispostos a
ceder alguma coisa. "Mais
bem-aventurada coisa é dar do que receber". At 20.35. "Levai as
cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo". Gl 6.2. "Dai, e
dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente
vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão
também". Lc 6.38. "A alma
generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado". Pv 11.25. |
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